Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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Perfil
 

Antônio Carvalho Neto, casado, pai de um casal de filhos, professor do IFPI e Auditor Fiscal de Controle Externo TCE-PI, desde menino, sempre gostou de escrever, embora não tenha um estilo definido.

Fã de John Lennon, Belchior e Raul Seixas, tem na música uma outra paixão. Torce fervorosamente pelo Vasco da Gama e pelo River-Pi.


 

Fuga


Fugi...
Fugi da vida vivida numa redoma escura,
Fugi de mim mesmo e da minha amargura,
Da rotina triste, medíocre... comezinha,
Dos valores prescritos pela sociedade mesquinha.

Fugi...
Dos louvores estabelecidos pelos preceitos soberanos,
Da certeza que me levou à mesmice tantos anos,
Dos desejos ineptos que perduram ao vento,
Da tintura escura nas flores envernizadas pelo tempo.

Hoje...
Sou o delírio da noite enluarada,
A paixão cega pelas cores da madrugada,
O sabor dos beijos lascivos da mulher amada,
A loucura intrépida da pessoa errada.

Hoje...
Sou o barco à deriva nos portos distantes,
O segredo mais seguro dos marinheiros errantes,
O calor da paixão intensa e mais gritante,
Sou enredo, sina... perversão de amante.



 (Antônio Carvalho Neto)




Construção de TEXTOS


Numa folha em branco,
Eu me encanto...
E me entrego ao léu,
Sobre o pedacinho de papel,
Expondo sentimentos...
Experiências e pensamentos.

É o que de verdade tenho,
Por fora e por dentro...
Vou e venho,
Lendo e relendo,
A cada momento,
Escrevendo... escrevendo.

E nesse contexto,
Surge o texto,
Em versos ou prosa...
De forma misteriosa,
O milagre repentino acontece,
E a inspiração aparece.

Aí... corrijo, corrijo, corrijo,
Tantas vezes preciso,
Em busca da perfeição...
É a minha forma de construção,
Até que pronta a escrita,
Quiçá... divertida e bonita!



(Antônio Carvalho Neto)



Pum de verdade


Pum que é pum de verdade,
Tem mau cheiro e faz ruído,
Soltar em publico é pura maldade,
Não assumir, pra lá de proibido.
 
E desculpe quem esteja perto,
Entalado, eu que não fico,
O meu pum é muito discreto...
Bem mansinho não tem apito.
 
Se dá sinal... o mal já tá feito,
Meu intestino é independente,
Devagarinho... expulsa o peido,
Mas, cheirinho ninguém sente.
 
Amigos podem me acreditar,
O meu pum é mesmo DIFERENTE,
Existe até quem não deva gostar,
Mas, pior é o pum de INDIGENTE.
 
Com o cabra podre  daquele jeito,
Ligeiro, faça de tudo pra logo sair,
Pois se ele  soltar qualquer peido,
O mal-estar vai sobrar é pra ti.



(Antônio Carvalho Neto)




Ato de ESCREVER


Queira ou não queira...
Escrever é varar barreira,
Transgredir limite e pular fronteira,
Subir morro, descer ladeira,
Contar verdade, dizer doideira,
Se desnudar sem eira e nem beira...

Podia falar a vida inteira,
Quem não tentar, faz besteira...
Mas, pra acabar a brincadeira,
E nem alimentar a faladeira,
Termino aqui essa zoeira,
Me despeço, então... tô de saideira !!!

(Antônio Carvalho Neto)