Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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Língua Solta


Língua solta também é ferina,
Diz coisas que até Deus duvida,
Só para quando termina,
De falar mal de todos na vida.

Fala de mim, dele, dela... de si,
De qualquer um que vier,
Da manga, goiaba e do sapoti,
Fala de homem, menino e mulher.

Língua grande mal cabe na boca,
Assusta mais pelo veneno,
Conversa tanto que fica rouca,
Fica o mundo estreito e pequeno.

Desgraçada, forimbunda e peçonhenta,
Essa língua é tão fofoqueira,
Que nem mesmo o Diabo aguenta,
Com tanta futrica e besteira.

Por isso tenha cuidado,
Ouça desconfiado o que ela diz,
É bom ficar preocupado,
Com essa tal língua infeliz.

Assim, lhe dou mais um conselho,
Na conversa, seja último a sair,
Esse tipo é tão traiçoeiro,
Depois fala mal é de ti.