Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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Textos


Fuga

Fugi...
Fugi da vida vivida numa redoma escura,
Fugi de mim mesmo e da minha amargura,
Da rotina triste, medíocre... comezinha,
Dos valores prescritos pela sociedade mesquinha.


Fugi...
Dos louvores estabelecidos pelos preceitos soberanos,
Da certeza que me levou à mesmice tantos anos,
Dos desejos ineptos que perduram ao vento,
Da tintura escura nas flores envernizadas pelo tempo.


Hoje...
Sou o delírio da noite enluarada,
A paixão cega pelas cores da madrugada,
O sabor dos beijos lascivos da mulher amada,
A loucura intrépida da pessoa errada.


Hoje...
Sou o barco à deriva nos portos distantes,
O segredo mais seguro dos marinheiros errantes,
O calor da paixão intensa... mais gritante,
Sou enredo, sina... perversão de amante.
 

 
Antônio Carvalho Neto
Enviado por Antônio Carvalho Neto em 16/03/2017
Alterado em 08/05/2018
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