Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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Textos


 


A Seca e a Corrupção
 
 
Por que tão seco o sertão?
Decerto é deserto,
Com o sol queimando tudo,
Sem direção...
E nada disso é 'certo',
O sertanejo sofrer tanto,
Sem solução!

Ó meu Deus, que triste sina!
A seca tudo extermina,
Dizimando a plantação,
A semente murcha e encolhe,
O gado não resiste... morre,
Viver... só milagre pode!

Açudes vazios,
Rios sem leitos,
Poços sem água,
Sonhos desfeitos,
Terra queimada!


Enquanto a grana é desviada,
Com tanta obra inacabada,
É mais um ano sem colher nada,
Nessa triste terra arrasada!


O retrato dessa paisagem é cruel,
A vida na caatinga tem gosto de fel,
É a dor do destino ruim,
Uma pobreza sem fim,

Da sorte o sertanejo clama assim...
"Ó Deus, meu Deus... cuida de mim!"
 

(Carvalho Neto)
 
 

Post Scriptum
 
 
O poema foi inspirado na vida difícil do nordestino, que luta bravamente para sobreviver, plantando em solo árido e seco (caatinga), enquanto recursos públicos são desviados em obras inacabadas e sem sentido para a resolução dos problemas da seca na região. Já o publiquei antes, mas, o considero cada dia mais contextualizado.

Tem intextualidade no texto de um amigo, a quem pedi licença poética para pegar "carona" na mensagem. E, na íntegra, posto abaixo o original de Eduardo Sousa da Silva.
 

 
Ser tão

Como pode ser tão seco
o sertão?
Desertão, decerto!
Mas não é certo
ser tão injustiçado.

(Eduardo Sousa da Silva)

 

 
BELÍSSIMAS INTERAÇÕES




Por certo o árido sertão,
A judiar à terra e criação,
Faltam-lhes tudo até o pão,
Mas,firmes na fé à salvação.

(Poetisa SanCardoso)


 
Um problema de toda uma existência,
No nosso país tão cheio de riqueza,
Que se houvesse vontade e coerência,
Poderia, sim, diminuir toda vil pobreza.
Tecnologia hoje e mais a inteligência,
Se usados com honestidade e eficiência,
Faria todo o Brasil completo em beleza.

 
(Trovador das Alterosas)
Antônio Carvalho Neto
Enviado por Antônio Carvalho Neto em 21/12/2017
Alterado em 07/05/2018
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