Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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As Mídias Sociais como fenômeno de comunicação de massa!



Durante muito tempo fui refratário em abrir conta no Facebook ou em qualquer outra mídia alternativa. Não por qualquer preconceito moral ou social, mas, por entender que não se enquadrava no meu perfil pessoal.

Sempre ri de mim mesmo, quando alguém falava sobre essa possibilidade. Isso, por me ver muito como um "tiranossauro rex" ou algo parecido, diante dos avanços da Tecnologia da Informação (TI) e da comunicação de massa.

Além disso, acho que meu lado "discreto e reservado" (sem sal mesmo!), sempre foi muito peculiar em direcionar minhas atitudes recatadas e restritivas de exposição pessoal. Penso assim!

O incentivo à adesão de mídias sociais aconteceu em várias ocasiões. Algumas de forma veemente, com amigos próximos me cobrando um mínimo de modernidade. No entanto, confesso que achava o celular e o e-mail suficientes para atender as necessidades que se apresentavam.

Bem... detalhando um pouco desse conflito, vez por outra, era abordado por amigos, alunos, bikers e, até, familiares sobre a minha resistência a esse tipo de mídia. Minha mulher, por exemplo, chegou a propor fazermos uma conta conjunta no Facebook.

Recordo-me de um grupo de bikers, que trocava informações, sistematicamente, através do Facebook... e, eu perdia por não dispor. Inclusive, imagens maravilhosas das nossas trilhas, realizadas em tantos lugares diferentes e aprazíveis.

Assim, toda vez em que fazíamos percursos desse tipo, não tinha oportunidade de rever as paisagens e nem os momentos de descontração, proporcionados nessas ocasiões. Quando muito, via e-mail, recebia fotos ilustrativas, acompanhadas de gracejos sobre minhas limitações. E, como um mantra, repetia sempre a mesma frase: "Fazer o quê...?".

O tempo foi passando e, por uma estrita necessidade laboral, aderi ao Whatsapp. A partir de então, em mim, ficou nítida a importância das mídias sociais, no mundo atual.

Descobri a alegria das brincadeiras com os amigos e familiares; além, da agilidade de comunicação em momentos oportunos. Hoje, divirto-me bastante nos diversos grupos em que participo: cada um com sua dinâmica e linguagem própria, em função dos interesses individuais e coletivos.

No entanto, restou-me mais uma preocupação. Muito séria: O Whatsapp é interessante, sim; gostoso, sim... e viciante, também!

Experimentei o Telegram que, em minha compreensão, possue recursos e forma de comunicação similares ao Whatsapp, embora, não possua a mesma abrangência... Número de adesões, por exemplo. Pelo menos no Brasil é assim. Em algumas partes do mundo o Telegram é até mais utilizado. Não acho necessário manter os dois. Fico com o "Zap" pela sua capilaridade, aqui!

Passeei por outras mídias, também. Rapidamente. Percebi o Twitter como uma forma de comunicação ágil, porém, limitada pelo número de caracteres. Serve para se saber o que fazem e pensam os "famosos". Assim, mantenho-o por preguiça de desativá-lo, pois, nem sei mais qual é a senha.

 
O Linkedin é uma rede social de negócios. E também considerado como rede de relacionamento pessoal.. Muito utilizado por pessoas com o objetivo de mostrar credenciais profissionais. Como é chique, aderi! Mas, onde está minha senha?

Já o Instagram, entendo, como um arquivo de fotos e imagens que queremos difundir socialmente. É quase uma complementação do Facebook. Aliás, creio piamente nisso. É grande a conexão entre ambos.

E o Facebook? Hummm... difícil definir a extensão da sua presença no cotidiano de grande parte dos brasileiros de qualquer idade... É um mundo de perspectivas, exposições e tentações, inclusive, de passarmos muito tempo do dia (e da noite), em busca de informações sobre amigos e pessoas que nos dizem respeito.

É, sim, instigante, fascinante. Nele podemos ver coisas mundanas, corriqueiras na vida de familiares e de amigos... e, que, também são importantes, sem dúvidas. Frases interessantes e reflexivas, ditas por pessoas famosas e bem sucedidas, ou mesmo por alguém do nosso convívio.

O espaço é comum a quem quiser, de forma quase ilimitada, com poucas regras ou normas de utilização. É democrático e todos podem se nivelar, independente do grau de instrução ou da conta bancária.

O YouTube utilizo para ver filmes ou baixar músicas. Acho um espetáculo, nesse sentido. De tão presente nesse mundo de exposição, a mídia criou uma nova profissão, tornando pessoas famosas e ricas, vindas do nada: os youtubers. Esses seres trascendentais, "iluminados" pelos holofotes midíacos, influenciam estilos de vidas dos jovens e estimulam novos padrões de consumo e de comportamento.

Olhando mais atentamente o fenômeno da comunicação de massa... tanto o Facebook, como as outra mídias, têm criado muitos problemas aos governos de regimes totalitários e/ou fundamentalistas.

Isso, pela extraordinária capacidade de comunicação das mídias sociais, além, da falta de instrumentos de controle dos aparelhos repressores. Influenciam pensamentos e atitudes dos jovens, quebrando amarras estabelecidas por prescrições políticos, militares e/ou dogmas religiosos.

O Facebook - como outras mídias sociais - originariamente voltado para a comunicação pessoal e social, vem se tornando, também, espaço para o debate político em nosso país, especialmente num cenário em que se auto-alimentam crises de grande magnitude: a política, a moral e a econômica.


E nesse sentido, o "Brasil de hoje" requer a participação de seus cidadãos, especialmente no combate a CORRUPÇÃO, o mais hediondo dos crimes praticados: ceifa a vida de milhões de pessoas, desviando dinheiro público das escolas, hospitais, segurança, estradas e outras obras de infra-estrutura. Provocando o caos e o desnível social em nossa sociedade.

A preocupação que se deve ter, segundo especialistas em mídias sociais, são as notícias plantadas por marketeiros eletrônicos (denominados "robôs"), gerando fatos inexistentes, que, tantas vezes repetidos... se tornam verdades incontestes.

Essa não é uma novidade no mundo tecnológico. Foi estratégia criada e muito utilizada por Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista: "A mentira muitas vezes repetidas, passa a ser uma verdade absoluta".

E, veiculada exaustivamente num processo de comunicação de massa, pode ter efeito devastador... acabando com a reputação e com a vida das pessoas. 


Noutro aspecto, entendo que o Facebook e as demais mídias sociais, sejam espaços para que possamos nos expressar em diversas outras linguagens cotidianas: no esporte, na música, na literatura, na economia, etc... e, até mesmo, para pequenos e despretensiosos comentários sobre a vida de amigos (esses, claro... moderadamente!).

Bem... para finalizar (Ufa), reitero que sou incipiente no emprego das mídias sociais e da Tecnologia de Informação (TI). Pouco ou nada conheço das ferramentas e recursos de comunicação de massa... mas, espero poder expressar minhas opiniões sobre qualquer tema socialmente republicano, bem como aprender bastante com quem tem conhecimento de causa!

 

Post Scriptum

 
Sei que existem várias outras mídias não evidenciadas nesta crônica. E, a cada momento, sugem novas tecnologias e formas de comunicação... com mais recursos, "amigáveis" para pessoas leigas (como eu). O Orkut, por exemplo, é o antecessor do Facebook.

Portanto, não é assunto que se esgote em um mero e despretencioso texto, sem qualquer fonte de pesquisa, e construído por um "BIOS" (Burro, Ignorante, Operando o Sistema). 

Outrossim, considero o "Recanto das Letras" como uma mídia social maravilhosa, com um caráter especíco de pavimentar a literatura, em todas as sua vertentes. Aqui, a troca de informações e de experiências tem me proporcionado uma aprendizagem espetacular... e momentos de alegrias. Conheci muita gente boa e talentosa que, hoje, faz parte de minha vida. 


 
Antônio Carvalho Neto
Enviado por Antônio Carvalho Neto em 26/02/2018
Alterado em 28/02/2018
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