Antônio Carvalho Neto
De Poesia ninguém morre... se vive!
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Textos




Antologia: O Amor e a Poesia II


Teu para sempre    (1)

Resolvi me entregar a ti,
Sem direito à renúncia,
Sem exigir nada em troca,
E nem impor qualquer outra condição...
Dar-te-ei o melhor de mim!

Meu corpo e meus pensamentos...
Já não me pertencem mais,
Sou, agora, apenas uma marionete,
Um joguete qualquer em tuas mãos,
Para satisfazer as tuas vontades!

Sou um ser que não quer ser de mais ninguém,
Um coração sem vontade própria,
Todo... todo a tua inteira disposição.
Portanto, tu serás a minha única dona... 
Venhas logo tomar posse de mim!

Assim, não fugirei ao destino,
Está escrito nas estrelas,
O meu eu será sempre teu...
Foi Deus quem me deu,
Esse amor maior que eu!




Contradição (o mal e o bem)     (2)

O que é contradição de mim em ti?
Bem…pode ser visto de várias maneiras:
Ser o sim e o não, ao mesmo tempo;
início e o fim, num instante qualquer;
amar e o odiar, a uma só vez;
ter e o se exaurir, abruptamente!

Pode ser o tudo e o nada, em uma conquista;
clarão do sol e a escuridão da noite num mesmo dia;
belo e o feio, em um só momento;
verso e o anverso nas páginas da tua vida;
Ou, ainda, o bom e o ruim no teu caminho...
Quem sabe não seja a alegria e a tristeza na paixão?

Sou contraditório, sim, e isso tudo faz parte de mim e da minha maneira de ser e agir contigo…
Sou múltiplo e único a olhos vistos;
Sou convencional, ao tempo em que me faço mais ousado;
Sou o desejo ardente em cada gesto de carinho;
Sou o MAL que sempre quer o BEM!






 Você e Eu    (3)

Quem é você que, sutilmente,
Me rouba o controle das atitudes e emoções?
…Sou um náufrago perdido,
Envolto em mares bravios e revoltos!

Quem é você que faz o tempo brincar, livremente,
Com meus sentimentos?
…Basta estar perto ou longe,
E faz de mim um joguete qualquer!

Quem é você que me persegue, insistentemente,
Nas noites vazias e insones?
…O tempo é longo demais,
Para vivermos, assim, tão distantes!

Quem é você por quem minhas mãos febris,
Ávidas, procuram teu corpo sinuoso e ardente?
…A vida é breve e passageira,
Para estarmos tão sozinhos!

Quem é você que foge, sorrateiramente,
Sempre que estou por perto?
…Preciso ser forte e tenaz,
Para continuar a te buscar, a cada dia e em cada olhar!

Quem é você por quem o vento sussurra,
Atroz, um desejo que dói?
…Machuca meu coração sensível, mas,
Leva-me para momentos de êxtase!
 




Fiz    (4)

Fiz dos meus versos,
O meu universo...
Para te conquistar.

Fiz da minha poesia,
A minha fantasia...
Para te amar.

Fiz do meu medo,
O meu segredo...
Em te adorar.

Fiz da noite escura,
A minha loucura...
Para me afastar.

Fiz do meu tempo,
O meu unguento...
Para sarar.
 


O Amor e a Poesia    (5)

Pensei em te conquistar,
E tentei te dar a lua e as estrelas,
Pulei, pulei... pulei muitas vezes, até cansar.
Tão distantes delas, não consegui alcançar.

Mudei de ideia...
E tentei te dar a minha alegria,
Sorri, sorri... sorri, até arrefecer meu sorriso.
Entretida, você nem me percebia.

Mudei de ideia...
E tentei te dar o meu olhar,
Olhei, olhei... olhei intensamente, até gastar.
Distraída, você nem me notava.

Mudei de ideia...
E resolvi te chamar.
Teu nome gritei, gritei... gritei, até penar.
Alheia, você nem me ouvia.

Mudei de ideia...
Decidi te dar o melhor do que restava em mim,
Escancarei o coração,
E te entreguei fugazmente a minha poesia.
 



Amor Verdadeiro    (6)

No começo dessa loucura,
Foi apenas mais uma aventura,
Como tantas outras, então...
Fuga sem direção,
Uma corrida no meu mundo vadio,
Medíocre, tolo, sem cor ou sabor, vazio.

E tantas fugas vivi... vou contar,
Não ouvi o sussurro do céu me avisar,
Ou não vi a roda do mundo girar,
Nem entendi o tempo passar,
E nem percebi nada mudar,
Que não senti meu coração se entregar.

Eu, antes, confesso um "descrente",
Convicto e praticante "ateu",
Me senti diferente,
E passei a acreditar, 
Hoje, me vejo clamando a "Deus",
Pra você nunca deixar de me "amar".





Amor Traiçoeiro     (7)

Olhei bem dentro do teu olhar,
Vi a tristeza mais intensa desse mundo,
O grito da dor que não quer calar....

Segredo mais profano, mais profundo....
Desejos lascivos de quem ama amar,
Amor insensato, vagabundo!

Amor sanguessuga, controverso.... Estradeiro!
Ah, amor perverso.... Amor traiçoeiro!





O Sol pode esperar    (8)

Vem bailando madrugada,
Me espera na chegada,
Traz pra mim meu benquerer.

Meu coração maltrapilho,
Insensato... andarilho,
Cansou de tanto sofrer.

Me conta os teus segredos,
Os teus sonhos e os teus medos,
Me diz... quero saber.

Faz dos teus encantos a magia,
Do teu colo a poesia,
Pra meu amor viver.

Desperta a manhã raiada,
Nos braços da mulher amada...
Bem mansinho o sol vai nascer.





Promessa Indecente    (9)

No leito da mulher amada...
Tem o frescor da insólita madrugada,
E o cantar alegre no nascer da alvorada!

Nos lábios da mulher amada...
Tem o sabor da fruta tão sonhada,
E o cheiro suave da primeira florada!

No colo da mulher amada...
Tem o ardor de imersa caminhada,
E os segredos pungentes da flor desabrochada!

Nos seios da mulher amada...
Tem o mel doce da colmeia vicejada, 
E o leite ardente da paixão despertada!

Nos olhos da mulher amada...
Tem o brilho cintilante da estrela iluminada,
E promessa indecente de uma noite desejada!





Amada Amante    (10)

No teu corpo, eu encontro,
Um pedaço grande de mim mesmo...
Escondo todos os meus segredos,
E satisfaço os meus desejos.

Em teus braços... me arregaço,
Me prendo inteiro como laço,
Escondo todo o meu cansaço,
Nos teus cabelos me embaraço.

E, no aconchego desse leito,
Amor mais profano... mais perfeito,
Em teu colo, eu me deito,
A ti me entrego de qualquer jeito.

Se, no teu perfume me embriago,
Nos teus caminhos, eu me perco...
E, em teu prazer vou me buscar,
Somente a ti, irei amar.



Poema de Amor    (11)

Um poema de amor...
É o que vem de dentro,
É um grito contido de dor,
Um clamor!

É o coração latente... Pulsante,
São os olhos marejados,
As mãos trêmulas,
É o corpo que sente!

É o sentimento que fala,
A voz embargada,
O ouvido que cala,
É um sopro d'alma!




Eternamente te Esperando   (12)


Te esperei, te esperei, te esperei...
Até o derradeiro minuto!
E, como não veio,
Delonguei o tempo de espera,
Porque viver sem você,
É respirar sem ar!

Aí... Te esperei, te esperei, te esperei...
E continuei a te esperar, eternamente!



 

Post Scriptum
 

Para celebrar um ano de adesão ao RL (04/03/017), sem nenhum critério definido, escolhi aleatoriamente um grupo de vinte e quatro poemas, que têm como cerne o "amor entre o homem e a mulher". 
 
Posteriormente, dividi em dois grupos... o segundo (este aqui), numa homenagem ao poeta gaúcho, Mário Quintana... ilustre torcedor do Internacional (RS).


 
Antônio Carvalho Neto
Enviado por Antônio Carvalho Neto em 04/03/2018
Alterado em 26/04/2018
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